Aurora boreal

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Impossível explicar exatamente o que se sente ao ver a aurora boreal. Nenhuma foto ou filme lhe prepara para o espetáculo.

Às vezes ela chega tímida, ainda encoberta pelas nuvens. Depois se espalha e dança no céu. Às vezes, chega com força total, e aí o que se vê é uma explosão de cor que pode variar entre o rosa, o violeta e o verde. Nas minhas fotos predomina o verde, bem intenso em alguns momentos.

Quando ela está mais fraca, o nosso olho vê uma sombra suave. Acho que os olhos não são capazes de captar o mesmo que a lente da câmera. A gente olha pro céu e fica com aquele sorriso maravilhado de quando assiste à explosão de belos fogos de artifício. Aí, é difícil decidir se preparamos a máquina para tentar uma foto ou se ficamos ali, parados a contemplá-la. Só posso dizer que é emocionante.

Mas o que é exatamente a aurora boreal e quando vê-la? O site oficial de turismo da Noruega, Visit Norway, fornece várias explicações, dá dicas de como fotografá-la e quais os equipamentos essenciais para tanto (em português).

No final do outono/inverno e no início da primavera, ou seja, entre o final de setembro e o início de março, são grandes as chances de se presenciar o fenômeno, também chamado de “luzes do norte”. Vi a aura pela primeira vez na Noruega, em fevereiro de 2014, período do carnaval, junto com um grupo de brasileiros numa excursão de "caça à aurora" organizada por Daniel Japor, da Geotrip, um apaixonado pelo fenômeno. Depois, pude vê-la novamente em janeiro de 2016, no sul da Islândia. Mas aí ela fez charme, e só apareceu uma noite.

 

A aurora boreal é a energia desprendida quando partículas decorrentes de explosões e labaredas solares, lançadas pelo sol nas profundezas do espaço, "encontram o escudo magnético da Terra e são levadas ao ponto que circunda o polo magnético Norte, onde entram em contato com as camadas mais altas da atmosfera".

Para o cientista Neil de Grasse Tyson, o fenômeno das auroras boreais é mais um exemplo único de como a ciência pode ser bela. “É uma coisa curiosa sobre o universo”, diz Tyson, “por trás de uma das cenas mais impressionantes da Natureza, reside um dos mais desafiadores problemas da física”.

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