Uma viagem ao passado

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Hôtel de Ville

Fachadas medievais, renascentistas e do século XVII fazem de Sarlat uma cidade encantadora. Ao cair da noite, quando a iluminação lhe confere uma luz dourada, o visitante se sente como numa viagem ao passado.

A cidade foi fundada no século IX, ao redor de uma abadia beneditina, onde hoje se encontra a Catedral de Saint-Sacerdos. 

Sarlat, assim como outras cidades da região do Périgord Negro, atrai diretores de filmes históricos, o que a transformou no terceiro centro de filmagens da França, atrás de Paris e de Nice. O site oficial de turismo relaciona 37 filmes, entre 1928 e 2010; dentre eles, destaque para Joana d'Arc, de Luc Besson (1998). Na vizinha Beynac, foi filmado Chocolate (2000), com Juliette Binoche e Johny Depp.

A cidade abriga todos os anos, no mês de novembro, um festival de cinema que reúne comediantes e personalidades do cinema, diretores, produtores e técnicos.

Estive em Sarlalt pela primeira vez em 2006, mas apenas passei o dia e esperei anoitecer para ver a cidade iluminada. Sempre quis voltar e, em janeiro de 2016, lá estava eu, redescobrindo a cidade. Inverno, verdade, mas o tempo em nada atrapalhou a visita. Pude novamente apreciar as luzes à noite. E, mais uma vez, me encantei.

O QUE VER

  • Catedral Saint-Sacerdos (século XVII): construída sobre as fundações da igreja romana da abadia beneditina, fundada no século IX. Desta época datam a capela Saint-Benoît e a Lanterne des morts (construída no meio do cemitério beneditino, atrás da igreja), ambas do século XII. O sino e a porta principal datam do século XVIII, quando a construção foi concluída. As lanternes des morts (lanternas dos mortos) são construções que datam geralmente da época romana e que, na Idade Média, eram erguidas no meio dos cemitérios; dizia-se que serviam para proteger os mortos do diabo e, os vivos, dos mortos-vivos;
  • Palácio Episcopal: ao lado da Catedral, data do século XVII. Foi construído sobre os vestígios do primeiro palácio, erguido no século XV. Em 1900, o palácio foi reformulado para se tornar um teatro;
  • Casa de Laboëtie (1525): em frente à Catedral, o prédio é uma mistura dos estilos medieval e renascentista; foi restaurada em 1910. Ali nasceu Etienne Laboëtie, amigo de Michel Montaigne, jurista, político, filósofo, escritor e humanista francês, famoso por seus ensaios;
  • Hôtel de Ville: o imponente prédio da prefeitura, construído em 1625, destaca-se na Place de la Liberté.
  • Igreja de Santa Maria: igreja paroquial dos cônsuls que se opunham ao abade. Foi reconstruída em 1365, mas a obra, interrompida pela Guerra dos Cem Anos, só foi concluída em 1507;
  • Os três gansos: na Place des oies (Praça dos Gansos), em frente ao Manoir de Gisson, são super fotografados. Realizados pelo escultor François-Xavier Lalanne, foram ofertados à cidade pela empresa Rougié, famosa por seus foies gras. François-Xavier sempre trabalhou com seu irmão, o também escultor Claude Lalanne. Suas obras foram expostas em galerias de Paris, Nova Iorque, Milão, Genebra e  Atenas;
  • Manoir de Gisson: monumento histórico do século XIII, localiza-se na Place des oies. É composto por dois edifícios ligados por uma escada, dentro de uma torre. Pode ser visitado. Para mais informações, clique aqui

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